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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

aiiii


Vai no banheiro... 'pra' gente trepar!

Se eu te pego, ahn! Se ele te pega, ahn!
Tu não danças - seduzes. Cada movimento do teu corpo parece cuidadosamente planejado para fascinar. E ainda assim, és tão espontânea que parece nem notar que um homem te olha. 


Um homem, não - vários. Só um louco deixaria tua beleza e sensualidade passarem despercebidas. Não percebes os olhares que saem dos cantos mais escondidos, cruzam o salão e miram teu corpo moreno suado?

Não, amor, não é só o meu olhar. São os dos outros, também. Pudera: saíste tão arrumada, tão ajeitada, tão sexy. Vestido colado, pernas de fora, cabelos no ombro, cheirosa, maquiada, linda - e sem calcinha. Sim, sem calcinha. Esse era teu único traço de beleza que ninguém além de mim apreciava. E como apreciei... Contava os segundos para ter em minha boca teu sexo molhado e suado. Esperaria a madrugada inteira, mas não deixaria passar a chance de te devorar e sorver. Queria teu suor, queria teu gozo. Cada gota...

Outros também queriam. Cúmplices em nossas loucuras, te aproveitas disso. E distribuis olhares desinteressados aqui e ali, procurando - fingindo procurar? - o que começaste a chamar de "pretendente". 

Fico sentado, admirando. Já me cansaste! Quem acompanha teu ritmo? Sozinha na pista, te sentes mais confortável. A dança, a música, o vozerio, os olhares, meus toques, te deixam mais e mais desinibida.

Longe, lá no fundo, um cara alto, magro, barba rala, jeito de tímido, te olha. Não nota, talvez, que estás acompanhada. Ou se nota, não se faz de rogado - admira-a. Olha tuas curvas, teus seios balançando a cada volta, tuas pernas que se mostram sem pudor quando teu vestido teima em escorregar para cima. Acompanha com a cabeça teu molejo ritmado. Fita-te na cintura e na bunda. Agarro-te pela cintura e pisco. Agora, sim, não há como negar: ele percebe que estás acompanhada.

Mas nem isso diminui o interesse dele. Nem o teu. Noto que entras no jogo com a mesma facilidade com que danças. Sabes meus segredos, não? Conheces minhas fantasias, e repentinamente te pões à vontade para me enlouquecer. Isso, o fazes com maestria. A mesma maestria com que espero trepar contigo de madrugada.

"Vou no banheiro, amor. Estou suada, preciso me refrescar!". Tua boca diz uma coisa, mas teus olhos me dizem outra. Respondo-te à altura - já tens o meu aval. Sim, eu sei que vais ao banheiro. Mas sei - sabemos - que não é para se refrescar. 

Deixas a pista e ganhas a multidão. Na direção dele. Que coincidência! Meus olhos te seguem milimetricamente. Como caçador treinado, sei distinguir teu corpo de longe. Mulheres se insinuam ao meu lado, dançam ao meu lado, desfilam seus lindos corpos, seios, bumbuns perto de mim. Mas o que me importa? Meus olhos, meu pensamento, meu amor, meu tesão convergem em ti. Procuram por ti. Meu pensamento - ah, matreiro! - inunda meus sentidos e martelam uma única ideia: ela vai com ele. "Delícia de mulher", é a única coisa que murmuro...

E tu te vais. Passas por ele, lanças um único olhar. Não precisa de mais nada. Ele te segue. Entram juntos naquele canto escuro que esconde dos olhos de todos o toalete. O que farão, só duas pessoas sabem: tu e eu. Nem ele sabe. Apenas te segue...

Quinze minutos depois, te sentas ao meu lado. Teu corpo todo transpira. Bochechas rosadas, rosto levemente umedecido, respiração ofegante, olhos brilhantes, sorriso faceiro. Mas nada disso me fascina mais do que teu cheiro. Exala a sexo. A sexo dos bons.

Tu me beijas com vontade. Me chama. Corres a mão sobre minhas pernas, e a deténs sobre meu pau. Deslizas a língua com vontade por meus lábios. Levas a boca sobre meu ouvido. Mal teu sussurro deixa teus lábios, já sei o que me dirás - mas preciso da confirmação. Preciso ouvir tua voz me contando. 

Ou melhor, preciso mesmo? Acho que não! Tudo em ti te denuncia! Trepaste, e gostaste. Muito! Uma bela rapidinha de salão, safada!

Retribuo teu gesto. Deslizo as mãos por tuas pernas e busco com avidez tua buceta. Adentro o vestido, dedilho seu grelo e comprovo, sem surpresa: estás encharcada. Tanto, que te escorre pelo interior das coxas - aquela parte quente do teu corpo que me excita mais do que tudo. Toco, acaricio, sinto teu clitóris inchadíssimo, doida para gozar. Penetro-te com o dedo e sinto tua gruta úmida, relaxada. Não preciso de mais nada para saber que ele comeu tua bucetinha, mas não te fez gozar. 

"O pau dele era muito quente, amor... E ele gozou em cima da minha bucetinha..."

"Não, não quero saber os detalhes agora! Me conta tudo quando chegarmos em casa. Vem!"

Detive-me. "Ou melhor, em casa não. Aqui. Vai no banheiro pra gente trepar. Eu te pego como ele te pegou, minha delícia!"

"Trepar, já? Mas, amor, você não disse que queria muito me chupar hoje?"

"E quem disse que não vou?..."
E quem disse que não vou?

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